Na lentidão de um obturador,
São rastos, são restos lançados,
Numa orgia de luz e cor.
São desenhos de luz captados,
Pinturas de fotões ao sabor
Do acaso, rastos gerados,
E guardados com eterno amor.
São rastos da noite viajados,
Prisioneiros do tempo parados,
E revelados no seu esplendor.
São rastos da noite impressionados,
São riscos e traços cruzados,
Imaculados no seu rubor.
08-03-2006
Nuno Alexandre Duarte

































